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5 Tipos de Massagem Modeladora para Emagrecer em Celulite, Estética

A massagem faz parte de culturas antigas, sendo desenvolvida ao longo de milênios. Chineses, gregos, romanos, turcos, egípcios, hindus e persas sempre praticaram uma espécie de massagem, sendo que cada um desenvolveu seu próprio estilo.

E até hoje novas técnicas surgem transformando esta prática em um “boom” dos tratamentos estéticos. Ela é aplicada por diversos profissionais, de centros de fisioterapia a academias e até salões de beleza.

Em especial na segunda metade do século XX, o interesse crescente em métodos de cura natural reviveu esta técnica que melhora a circulação, restabelece e movimenta articulações, alivia a dor, restabelece o funcionamento de órgãos e vísceras, promove relaxamento profundo, libera as tensões físicas e mentais e modela o nosso corpo com a perda de medidas e gorduras indesejáveis.

Assim, mais países passaram a regulamentar a prática. Os padrões da indústria em licenciamento e educação emergiram. Como resultado, a massagem modeladora ganhou um lugar como uma forma legítima e respeitável da medicina alternativa com o foco na prevenção de doenças através da manutenção de bem estar.

Mas é fundamental alertar que este tipo de tratamento deve ser realizado por profissionais especializados, que entendam a anatomia e fisiologia do corpo (conheçam as estruturas e o funcionamento delas), para que o tratamento seja eficaz e seguro. Ou até mesmo optar por um profissional massoterapeuta. Ele converge na sua formação os conhecimentos sobre a fisiologia e patologia humana com diferenciadas técnicas de tratamento, através das massagem modeladora, com o objetivo de restabelecer a saúde do paciente.

Alguns estilos de massagem e suas histórias
Os primeiros registros escritos de massagem terapêutica foram descobertos no Egito e na China. Pinturas em tumbas no Egito retratam indivíduos sendo amassados por outros. Egípcios também são creditados com a criação de reflexologia em cerca de 2500 aC.

A Reflexologia é um sistema no qual o praticante aplica pressão em pontos específicos ou zonas reflexas dos pés e das mãos. Por sua vez, o receptor experimenta efeitos benéficos nas áreas do corpo que estão ligadas a estas zonas.

A China tem documentos sobre os benefícios médicos da massagem que remonta a cerca de 2700 aC. Técnicas de massagem chinesa originam a teoria de que as doenças surgem devido a uma deficiência ou desequilíbrio da energia em vias específicas, ou meridianos, que correspondem aos sistemas fisiológicos. As primeiras escolas de massagem foram desenvolvidos na China, em 100 AC.

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Começando por volta de 1000 aC, os monges japoneses que estudavam o budismo na China notaram os métodos de cura da medicina tradicional chinesa, incluindo a massagem terapêutica. O Japão logo começou a importar e personalizar técnicas da medicina chinesa, dando origem à massagem japonesa tradicional ou anma, que cresceu em Shiatzu. O principal objetivo do Shiatzu é elevar o nível de energia do paciente, resultando em um melhor funcionamento dos órgãos e estimulação de uma resistência natural a doenças.

Júlio César, 100 aC, beliscava-se a cada dia como um meio de se livrar da neuralgia e aliviar suas crises epilépticas. Aulus Cornelius Celsius, um médico romano, no início da era cristã, aconselhou que o atrito deve ser usado várias vezes por dia no sol, e descobriu que “dores crônicas na cabeça são aliviadas esfregando a própria cabeça”, e que “um membro paralisado é reforçado ao ser esfregado.”

Galen, 130 dC, o médico da Escola de Gladiadores de Pérgamo, como uma preparação para os exercícios, ordenou que os corpos dos combatentes deviam ser esfregados até que eles ficas sem vermelhos. Galen também foi o médico para muitos imperadores e usou um tipo de massagem terapêutica para tratar vários tipos de lesões físicas e doenças. Ele acreditava em exercício, dieta saudável, descanso e massagem como peças essenciais para restaurar e manter um corpo saudável.

Enquanto os ricos recebiam massagens em suas casas por médicos pessoais, muitos romanos foram tratados em banhos públicos onde os treinadores e os médicos faziam massagens. Eles teriam primeiro quee banhar-se e, em seguida, receber uma massagem de corpo inteiro usando petróleo para beneficiar a pele, para estimular a circulação e afrouxar suas articulações.

A Massagem terapêutica popularizou-se no Ocidente aproximadamente nos anos 1600. Os avanços científicos na tecnologia médica e farmacologia estavam mudando a base da medicina moderna. Os métodos manuais de cura desapareceram de vista. Entre 1600 e 1800, muitos médicos e cientistas observaram e documentaram os benefícios da massagem.

Por exemplo, Lord Francis Bacon (1564-1626) observou que a massagem tinha benefícios para a circulação. No entanto, as técnicas ocidentais fizeram poucos avanços até o século 19. No início dos anos 1800, o médico sueco Per Henrik Ling desenvolveu o Sistema Movimento Ginástico. Este sistema incorporou massagem com ginástica médica e fisiologia e ficou conhecido na comunidade de massagem como “massagem sueca.”

Em 1895, Sigmund Freud realizou estudos usando a massagem para tratar a histeria. Concluiu que o que fizemos ou não e enfrentamos em nossas vidas seria enterrado no corpo na mente inconsciente.

O Reiki (que significa “energia vital guiado por Deus”) acredita-se que data de práticas de cura tibetanas, mas foi descoberto em 1800 por um filósofo e educador japonês seminário cristão, Dr. Mikao Usui.

Wilhelm Reich (1897-1957), um psicanalista austríaco e aluno de Freud, tentou curar neuroses liberando seus correspondentes músculos e tensões usando respiração, circulação e manipulação física. A comunidade ficou indignada com o pensamento do contato físico. Ele foi enviado para a prisão por seus conflitos e lá morreu.

Em particular, a massagem foi usada para tratar pacientes da Primeira Guerra Mundial que sofreram lesão do nervo ou choque shell. No entanto, a massagem modeladora permaneceu fora do conhecimento geral como uma forma de tratamento por muitos anos. Era vista como um luxo reservado para os ricos.

Além disso, a sua reputação sofreu outro período desagradável com o alvorecer de casas de massagem onde a prática associou-se ao comércio do sexo. Ao final do sécuo XX, esta visão se reverteu mediante a busca de terapias alternativas de cura.

Na década de 1990, David Palmer criou e comercializou o On-Site Massage, usando uma cadeira de massagem. Massagistas de hoje praticam uma grande variedade de técnicas provenientes de métodos antigos. A partir dessas raízes, permanecem inspirados pela cura e bem estar físico e emocional ao adotar a prática para experimentar uma maior qualidade de vida. Assim, a massagem modeladora é agora utilizada em unidades de terapia intensiva, para as crianças, os idosos, bebês em incubadoras, e pacientes com câncer, AIDS, ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais, apenas para citar alguns.

Benefícios da massagem modeladora para emagrecer
Confira cinco maneiras de como a massagem modeladora pode ajudá-lo a emagrece eliminando o excesso de gordura do seu corpo:

1. Melhora a circulação sanguínea

A massagem estimula os vasos sanguíneos e melhora o fluxo sanguíneo para os órgãos vitais do corpo. A prática pode melhorar o intercâmbio entre substâncias dos tecidos das células e do sangue que, por sua vez, mantém o metabolismo do tecido. O aumento do fluxo sanguíneo assegura que os nutrientes sejam suficientemente abastecidos nas partes vitais do corpo.

2. Intensifica a força muscular

Enquanto os exercícios regulares são a melhor maneira de construir a força muscular, massagens podem ajudar a relaxar os músculos após um alto nível de estresse físico. Isso mantém um músculo elástico e o fortalece, tornando-o menos suscetível a lesões musculares. A massagem é uma obrigação para os atletas do edifício do corpo para manter a imunidade do músculo contra lesões.

3. Reduz a gordura

Nosso corpo armazena a gordura em cápsula como apêndices chamados células de gordura. Pesquisas mostram que a massagem apropriada é realizada na zona de acumulação de gordura em excesso, que rompe as cápsulas de gordura, e a torna pronta para absorção dentro do corpo. Combinada com exercícios e a dieta, a massagem modeladora pode reduzir altos níveis de excesso de gordura em seu corpo.

4. Acelera o metabolismo corporal

Sob estresse constante de trabalho e hábitos alimentares irregulares, o metabolismo do corpo de um indivíduo muitas vezes pode tornar-se lento. O resultado é o aumento do peso corporal devido ao acúmulo de gordura. Estudos mostram que a massagem modeladora não só pode ajudar com o relaxamento e recuperação muscular, mas também pode estimular o metabolismo do corpo. Um metabolismo corporal ativo significa que seu corpo pode queimar nutrientes muito mais rápido, e levará à redução de gordura.

5. Combate a celulite

O principal componente de gordura corporal acumulada é a celulite. Se suas coxas e nádegas são afligidas pela celulite acumulada, a massagem modeladora pode definitivamente ajudar. Massagear as áreas carregadas de celulite pode distribuir a gordura e liberá-la para dentro do corpo para a absorção no organismo. O metabolismo também fica estimulado por uma massagem que ajuda a reduzir a celulite em seu corpo.

Mitos e verdades
1. Massagem pode ajudar com um problema de saúde?

A massagem têm uma série de benefícios para a saúde. Pesquisas demonstram que ela reduz a pressão arterial, alivia enxaquecas, ajuda a aliviar a dor em pacientes com cancro, HIV e doença de Parkinson. Ainda pode ajudar a diminuir o estresse, que é uma coisa boa para a sua saúde geral. Se você tiver uma condição médica séria, você deve cogitar uma massagem, mas consulte seu médico primeiro.

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2. Há alguma contraindicação?

Em geral, são contraindicadas para mulheres com menos de 3 meses de gestação e pessoas com algum tipo de infecção.

3. Quando devo marcar uma massagem modeladora?

Pense sobre a programação do seu dia antes de configurar a sua massagem. Considere, por exemplo, que você não deve comer antes ou imediatamente após a sua massagem.

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4. Eu vou ficar nu?

Você só precisa tirar a quantidade de roupa que considerar confortável para remoção. Você pode deixar suas roupas de baixo se preferir. O massagista vai lhe dar privacidade enquanto se despir ou sair da sala. Durante a massagem, o terapeuta irá usar uma folha ou uma toalha para cobrir as partes do seu corpo que não estão sendo massageadas.

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5. A massagem vai doer?

A massagem modeladora é realizada com movimentos rigorosos de prensão, deslizamento e amassamento da pele, numa intensidade que atinja as camadas lipídicas (de gordura), a fim de quebrar as placas gordurosas. Por isso, muitas pessoas sentem dor ao realizar esta técnica, porém a intensidade da dor depende não só da quantidade de gordura que a pessoa tem, mas também da tolerância a dor, que é muito variável de indivíduo para indivíduo.

Entretanto, esta dor não pode causar um desconforto excessivo para o paciente, sendo este um limite para a intensidade das manobras. O ideal é aumentar a intensidade de forma gradual, para que o organismo se adapte a mesma. E caso esteja muito intensa, informe ao massagista.

6. Devo falar durante a massagem?

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Você decide. Algumas pessoas gostam de permanecer em silêncio e ouvir música durante a massagem. Outros gostam de conversar. Diga ao seu massagista sua preferência.

7. E se eu dormir durante a massagem?

Você pode ficar sonolento, então não se preocupe se você cair no sono. Tomar alguns minutos para si mesmo após a massagem é sempre uma coisa boa. Mas não preocupe, porque o massagista irá lhe acordar quando terminar.

8. Como me sentirei após a massagem modeladora?

Depois de uma massagem, você deve se sentir relaxado e suave, um pouco como se tivesse bebido uma taça de vinho, e um alívio. Às vezes você pode ter 24-48 horas de dor. Mas não espere que uma massagem de uma hora vai resolver uma dor nas costas para o resto da vida ou outra dor crônica. Para muitas coisas, como uma dor nas costas, é um efeito cumulativo e você pode precisar de vários tratamentos consecutivos.

9. É normal ter hematomas após a realização?

Não. O hematoma é sinal de rompimento de vasos sanguíneos. E o extravasamento do sangue para os tecidos pode causar uma resposta inflamatória na região e dor, o que não é desejável.

Quando ocorre o hematoma é sinal de que o limite ideal de intensidade da massagem foi ultrapassado, ou seja, uma massagem que causa hematomas não indica uma massagem modeladora mais eficiente, pois não é necessário ultrapassar a camada de gordura da pele, já que somente ela deve ser trabalhada.

Se o hematoma já ocorreu, utilize gelo (sempre enrolado em uma toalha ou num saco plástico), a cada duas horas, por 15 a 20 minutos.

10. Utilizar somente cremes que prometem reduzir medidas tem resultado?

Não. Alguns cremes prometem princípios ativos que por si só reduziriam as medidas. Isto não é real. Eles podem ter formulações que aumentam a circulação sanguínea e, com isso, temos a melhora do aspecto da pele. Porém, a redução de medidas não ocorrerá sem as técnicas corretas de massagem modeladora, e é claro, muito exercício físico.

11. A massagem modeladora com aparelhos é melhor que a manual?

Não. Os diferentes aparelhos utilizados para a massagem modeladora podem facilitar uma intensidade maior da massagem, porém nem sempre uma massagem tão intensa é necessária. Além disso, a realização manual da massagem permite que o terapeuta avalie cada região do corpo, verificando os locais de maior acúmulo de gordura, direcionando o tratamento, tornando-o mais eficaz e objetivo.

Quais são as 5 massagens mais eficazes para o emagrecimento?
1. Drenagem linfática manual

Esta massagem estimula a contração dos vasos linfáticos e até fornece nutrição celular. É um método de massagem realizado com pressões leves, suaves, rítmicas que levam o excesso de líquidos acumulados no corpo até os gânglios linfáticos.

A drenagem linfática é uma técnica manual que estimula o retorno da linfa para o sistema linfático, diminuindo a retenção de líquidos e eliminando resíduos e toxinas. Sendo assim, ela não atua diretamente na redução da gordura corporal nem da celulite (que nada mais é do que um excesso de gordura forçando uma pele retraída), apesar de ter um efeito indireto sobre as mesmas, já que aproxima o tecido gorduroso dos vasos sanguíneos e facilita sua captação pelos mesmos no momento da atividade física.

Como ela melhora a circulação, também pode atuar indiretamente na prevenção da flacidez e nos desagradáveis inchaços causados pela TPM.

2. Massagem modeladora

É muito confundida com a drenagem linfática. Mas a massagem modeladora busca desenhar as curvas do corpo e é realizada com maior vigor e no corpo todo. A profissional pressiona os pontos da celulite e de acúmulos de gordura e, assim, suaviza esses problemas. É geralmente focada nas regiões onde há maior acúmulo de gordura, que nas mulheres são barriga, coxas, culote, glúteos, e às vezes braços. Desta forma, a massagem modeladora traz a diminuição de medidas, da celulite, favorecimento da lipólise (quebra da gordura) e modelagem do corpo, além de prevenir a flacidez, melhorando a elasticidade da pele.

3. Massagem redutora

Indicada para reduzir a gordura localizada, a massagem é executada utilizando movimentos rápidos, repetitivos e firmes sobre os tecidos do corpo, favorecendo a quebra das células de gordura localizada que são eliminadas pela corrente sanguínea. Os movimentos são vigorosos e dinâmicos, com foco em áreas específicas, como abdômen e culote.

Além de redução das medidas, a massagem também melhora a elasticidade da pele, reduz a flacidez e celulite. Elas explicam que a diferença da massagem modeladora O profissional também usa acessórios para potencializar a ação das manobras e os efeitos aparecem se for realizada pelo menos uma vez por semana.

4. Massagem Lipolítica

A técnica modela o contorno corporal, auxilia na redução de medidas e melhora a oxigenação e nutrição tecidual. Na técnica, são utilizadas manobras de deslizamentos e fricções locais. A massagem é realizada com decúbito dorsal (barriga pra cima), decúbito ventral (barriga para baixo), decúbito lateral (pessoa deitada de lado) e sentada, com a finalidade de se trabalhar o corpo inteiro.

5. Dermoativadora

A massagem elimina a celulite, estimula circulação a sanguínea, melhora a oxigenação e nutrição celular. Além de movimentos da drenagem e da massagem modeladora, um massageador anticelulite e produtos com ativos turbinam a técnica e alisam coxas e bumbum.

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Os sinais que a pele dá na infância: fique atento às olheiras

Capa/Os sinais que a pele dá na infância: fique atento às olheiras

As olheiras podem aparecer em bebês e em crianças, e logo causam estranhamento nos pais. Isso porque trata-se de um problema mais comum em adultos, mas os pequenos não estão livres. Segundo a médica Karla Lessa, há mais causadores de olheiras do que noites mal dormidas.

Quando isso acontece com uma criança, deve-se investigar, ainda, se houve perda de peso, cansaço crônico, cabelos fracos, entre outros. Se este for o caso, pode indicar uma doença. Em contrapartida, se a criança está clinicamente bem e mesmo assim apresenta olheiras, podem ser por vários fatores, como, por exemplo, genética – mais comum em crianças de origem africana e asiática –, alergia cutânea e alergias respiratórias – tais como bronquite, rinite e sinusite.

“Crianças que sofrem dessas doenças das vias respiratórias são mais propensas a desenvolverem olheiras, sendo causadas pela congestão persistente dos vasos da região central da face, levando ao escurecimento das pálpebras. O mesmo acontece com os resfriados”, destacou Karla Lessa.

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A palidez causada pela anemia também pode destacar as olheiras, principalmente em crianças de pele muito branca. Em casos mais preocupantes, as olheiras podem ser sinais de doenças mais complexas, como o neuroblastoma, fratura na base do crânio, síndrome nefrótica ou celulite orbitária.

Para tratar as olheiras em crianças, algumas das opções é permitir uma qualidade de sono adequada, ter uma dieta com alimentos ricos em ferro, e fazer com que a criança tenha descansos oculares periodicamente.

VARIZES NAS PERNAS – CAUSAS, GRAUS E TRATAMENTO

Cerca de 25% das mulheres e 15% dos homens apresentam varizes nas pernas.
Dr. Pedro Pinheiro Atualizado em 3 dez, 2018 41
Varizes são veias tortuosas e dilatadas que surgem pelo adoecimento dos vasos. Ao contrário do que se possa pensar, as varizes das pernas não são apenas um problema estético. A presença da variz indica uma veia doente, sendo muitas vezes o primeiro sinal de uma insuficiência venosa crônica.

Este texto abordará as varizes nas pernas (varizes dos membros inferiores), dando ênfase às causas, sintomas, prevenção e tratamento.

O que são as varizes?
Para que possamos entender o que causa as varizes e quais suas potenciais complicações, é preciso entender como funcionam as veias.

Nosso sangue é transportado por dois tipos de vasos: artérias e veias. A artéria é o vaso que leva o sangue rico em oxigênio para longe do coração, em direção ao resto do corpo, nutrindo órgãos e tecidos. A veia é o vaso que trás de volta o sangue para o coração e pulmões para que ele possa receber oxigênio novamente.

O sangue chega às pernas pelas artérias e sobe de volta ao coração pelas veias. Como vocês já devem ter pensado, as veias das pernas trabalham contra a gravidade. Podemos dizer que as varizes são um efeito colateral do nosso processo evolutivo que nos permitiu andar em pé sob as duas pernas. Quando nos tornamos bípedes, nosso coração passou a ficar longe dos nossos membros inferiores, o que dificultou em muito o retorno do sangue para o mesmo. Mas como é então que este sangue sobe?

Apenas o trabalho de bombeamento do sangue pelo coração não é suficiente para se vencer a gravidade. Na verdade, as veias possuem um mecanismo que facilita o seu trabalho: as válvulas.

As válvulas são mecanismos de segurança que funcionam como comportas, impedindo que o sangue reflua. Deste modo, o sangue segue sempre em uma única direção. Agora, imagine se estas válvulas ficarem incompetentes. O sangue que deveria apenas subir, começa a retornar para baixo e a acumular-se com o sangue novo que está subindo. Não é difícil perceber o porquê das veias dilatarem. Este é o mecanismo básico das varizes, veias doentes que tornam-se dilatadas e tortuosas por incapacidade de escoar o sangue em direção ao coração.

Como as veias periféricas das pernas encontra-se muito próximas da pele, qualquer tortuosidade ou dilatação torna-se facilmente perceptível.

Além das válvulas, nossos membros inferiores têm mais dois truques na manga:

1) Bomba plantar: cada vez que pisamos, o impacto da planta do pé com o chão provoca um bombeamento mecânico do sangue acumulado nos pés.

2) Bomba da panturrilha: além da bomba plantar, quando pisamos, usamos a musculatura da panturrilha, conhecida popularmente como batata da perna. Do mesmo modo, a contração destes músculos impulsiona o sangue venoso para cima.

Resumindo, são três os mecanismos que facilitam o retorno do sangue para o coração: presença de válvulas nas veias, bomba plantar e bomba da panturrilha, estas duas últimas acionadas quando andamos.

Fatores de risco para varizes
Cerca de 25% das mulheres e 15% dos homens apresentam varizes nas pernas. Como já explicado, as varizes surgem quando ocorre um represamento do sangue nas veias, em geral, por incompetência das válvulas venosas.

Os principais fatores de risco são:

Sexo feminino: a presença de alguns hormônios, como a progesterona, causam dilatação das veias e favorecem a incompetência valvular.
Idade: as varizes surgem a partir dos 30 anos e vão ficando mais comuns com o envelhecimento. Veias mais velhas e submetidas há dezenas de anos de trabalho contra a gravidade são mais propensas a ficarem doentes.
História familiar: a presença de varizes costuma ser uma tendência familiar. Existe um componente genético facilitando o aparecimento das mesmas em algumas pessoas.
Obesidade: quanto mais pesados somos, maior a pressão sobre as veias (leia: OBESIDADE E SÍNDROME METABÓLICA).
Tabagismo: O cigarro agride a parede dos vasos, tornado-os doentes (leia: COMO PARAR DE FUMAR).
Gravidez: o aumento dos hormônios, associado a um maior volume de sangue circulante e a compressão das veias intra-abdominais por um útero cada vez maior, favorecem o surgimento das varizes.
Sedentarismo: Como já explicado, o ato de andar facilita o retorno venoso, diminuindo o represamento do sangue dentro das veias.
Traumas nas pernas: qualquer trauma que cause lesão nas veias pode torná-las mais fracas e susceptíveis a dilatações.
Ficar em pé parado por longos períodos: uma pessoa em pé, sem andar durante várias horas, está dificultando o retorno venoso e facilitando o aparecimento de varizes.
Ficar várias horas sentado com as pernas dobradas: Sente-se e cruze as pernas como todos nós fazemos normalmente. Imagine seus vasos como uma mangueira. Se você fica com as pernas dobradas durante várias horas seguidas, o sangue continua precisando vencer a gravidade para subir, só que além disso, os vasos não estão retificados como na posição em pé, mas sim com um trajeto todo tortuoso.
Pílulas anticoncepcionais: mais um vez, a variação hormonal é um fator responsável pelas varizes (leia: EFEITOS COLATERAIS DOS ANTICONCEPCIONAIS).
Sintomas das varizes
As varizes são normalmente veias tortuosas e dilatadas que não causam maiores sintomas a não ser o incômodo estético. Elas surgem sempre nas veias mais superficiais, por isso são tão aparentes.

Quando grandes, as varizes podem sagrar após sofrerem traumas ou formar pequenos trombos, um quadro denominado de tromboflebite.

As varizes, quando múltiplas, podem ser uma das manifestações da chamada insuficiência venosa crônica. Quando várias veias tornam-se insuficientes e varicosas, o sangue começa a ficar retido nos membros inferiores, causando desconforto, sensação de peso, dor local, edemas, escurecimento da pele e, em casos avançados, aparecimentos de úlceras e infecções de pele.

Na verdade, deve-se encarar as varizes como um estágio intermediário da insuficiência venosa, que pode ser dividida nas seguintes fases:

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1. Teleangiectasias ou aranhas vasculares
As teleangiectasias são pequenas veias arroxeadas, bem fininhas que surgem na fase inicial da insuficiência venosa e são um sinal de doença das pequeníssimas veias superficiais que ficam logo abaixo da pele. São uma espécie de microvarizes.

Nesta fase não costumam haver outros sinais e sintomas, exceto o aparecimento das próprias teleangiectasias.

2. Varizes
O surgimento das varizes indica que a dificuldade em retornar o sangue já atingiu veias maiores. O paciente pode ter uma única variz ou, em fases mais avançadas da doença, apresentar várias varizes.

3. Edema
Quanto mais varizes existirem, mais óbvia é a insuficiência venosa. O sangue que não consegue retornar para o resto do corpo fica represado nas pernas, o que causa o aparecimento dos edemas (inchaços).

Nas fases iniciais, o edema costuma aparecer nos tornozelos e somente ao final do dia, quando o paciente já passou várias horas em pé. Conforme a doença avança, o inchaço pode ser tornar persistente, podendo acometer toda a perna.

Quando já há edema, podem haver outros sintomas como peso nas pernas, câimbras noturnas, sensação de queimação, comichão e dor no trajeto das varizes.

4. Alterações da pele
Além do edema, a retenção de sangue dos membros inferiores pode causar alteração de coloração da pele, deixando-a mais escura e arroxeada.

As pequenas veias e capilares danificados das pernas permitem o extravasamento das hemácias (glóbulos vermelhos) que, ao sofrerem destruição, liberam seus pigmentos vermelhos que acabam por se depositar na pele.

Nesta fase, a pele pode sofrer alterações na sua textura, ficando ressecada e inflamada, o que recebe o nome de dermatite de estase. Esta dermatite se caracteriza por um espessamento da pele associada à escamação, erosão e perda de líquidos pelos poros.

Nesta fase a pele se torna vulnerável, facilitando a invasão da mesma por bactérias e o desenvolvimento de infecções, como erisipela e celulite.

5. Úlceras
O último estágio da insuficiência venosa é aparecimento de úlceras na pele. Podem ser únicas ou múltiplas e se localizam preferencialmente próximo ao tornozelo, local de maior estase.

As úlceras normalmente aparecem após pequenos traumas e se formam devido à fragilidade da pele e dos vasos.

Se não tratada, as úlceras continuam crescendo de modo circunferencial, podendo se tornar lesões gigantes e frequentes pontos susceptíveis às infecções.

Como evitar varizes
Como já se pôde entender, o aparecimento das varizes e teleangiectasias é um estágio inicial que pode evoluir para insuficiência venosa crônica. É importante que os pacientes com estas alterações percebam que suas veias dos membros inferiores começam a dar sinais de falência.

Nas fases iniciais, algumas alterações nos hábitos de vida são importantes. Deve-se parar de fumar e evitar longos períodos sentado ou em pé parado, deve-se praticar exercícios com frequência, principalmente caminhadas para estimular as bombas plantar e da panturrilha. Se você tiver sobrepeso, emagreça.

Exercícios como musculação, se realizados de modo correto, não causam varizes. Depilar as pernas também não tem nenhuma influência. Subir escadas não faz mal, pelo contrário, o impacto dos pés nos degraus favorece o retorno venoso.

Em pacientes com predisposição genética muito forte, o ideal é procurar outros métodos contraceptivos que não as pílulas anticoncepcionais..

Tratamento das varizes
Uma vez que já existam varizes, as dicas descritas acima são essenciais, mas, isoladamente, podem não ser suficientes.

Se já existem sinais de varizes ou teleangiectasias, o uso de meias compressivas ajuda bastante. As meias devem ser usadas durante todo o dia, principalmente nas horas em que se fica muito tempo em pé. As meias devem ser justas, mas não muito apertadas. O ideal é procurar orientação de um angiologista ou cirurgião vascular na hora de escolher as meias mais adequadas.

Deitar-se com as pernas levantadas acima do nível do coração por 30 minutos, três ou quatro vezes por dia, também é importante.

Alguns medicamentos, quando usados juntos com as medidas acima, ajudam no controle das varizes. Os mais usados são a pentoxifilina (Trental®) e o Daflon®.

Diuréticos devem ser evitados. Quando usados, devem ser feitos por pouco tempo, pois os mesmos podem piorar os edemas (leia: DIURÉTICOS | Furosemida, Hidroclorotiazida, Indapamida).

Muitas vezes, porém, é necessário o tratamento cirúrgico das varizes. As principais modalidades são:

– Escleroterapia para varizes: é um procedimento usado para varizes de pequeno tamanho, onde o médico injeta substâncias que causam esclerose (destruição e cicatrização) da veia selecionada. Como esta veia deixa de receber sangue, ela torna-se inútil, e com o tempo o corpo a elimina. É uma técnica que necessita de repetições, mas dispensa anestesia e pode ser realizada no próprio consultório. Todavia, para ser efetiva é preciso ser feita por médicos treinados.

– Cirurgia a Laser para varizes: usada também em pequenas varizes e teleangiectasias, consiste na destruição destes pequenos vasos através da aplicação de Laser. É um procedimento que não necessita de agulhas ou incisões. Não é tão bom quanto a escleroterapia e não são todos os tipos de pele que podem receber os pulsos de Laser. Funciona melhor nas teleangiectasias.

– Ablação por cateteres das varizes: indicado em varizes de maior calibre. Um pequeno tubo (cateter) é inserido dentro da variz, que pode ser destruída por calor (Laser endovenoso) ou por radiofrequência.

– Cirurgia para varizes: consiste na retirada cirúrgica da veia varicosa. Atualmente este tipo de cirurgia é feita com mínimas incisões e a hospitalização não costuma passar de um dia. Quando as varizes são muito pequenas, este procedimento pode ser feito até ambulatorialmente.

Independente da técnica, a destruição ou retirada da veia varicosa não traz nenhum problema para as pernas, uma vez que a veia tratada já não funcionava direito mesmo. O fluxo de sangue é automaticamente desviado para outras veias colaterais e profundas. Uma veia varicosa não faz falta.

Varizes tratadas não voltam. O que pode ocorrer é o surgimento de novas varizes. É importante entender que os tratamentos descritos acima apenas eliminam as varizes existentes, mas não interferem no processo que as causam.

Dúvidas comuns sobre varizes
1) O que são as varizes?
Varizes são veias doentes, que por defeito no seu sistema de válvulas, não conseguem mais escoar o sangue devidamente.

2) Qual é a aparência de uma uma veia varicosa?
As varizes são, habitualmente, veias mais visíveis, arroxeadas e com alguns “calombos” em seu trajeto, que são as válvulas defeituosas.

3) Toda veia mais aparente nas pernas é uma variz?
De forma alguma. Em pessoas magras e/ou musculosas, é perfeitamente possível ver as veias saudáveis ao longo da perna.

4) O que causa as varizes?
Vários fatores de risco já foram identificados, os mais importantes são: idade acima de 30 anos, sexo feminino, história familiar, prolongados períodos em pé ou sentado, obesidade e tabagismo.

5) Varizes doem?
Dor nas pernas é uma queixa frequente das pessoas com varizes. Sensação de peso e/ou queimação nas pernas também são comuns.

6) O que é insuficiência venosa dos membros inferiores?
Insuficiência venosa dos membros inferiores é o nome que damos à doença do sistema de veias das pernas, que se torna incapaz de realizar adequadamente a drenagem do sangue dos membros inferiores para o coração. A presença de varizes é um dos sinais de insuficiência venosa.

7) Como detectar a insuficiência venosa em estágios iniciais?
O primeiro sinal clínico de doença das veias das pernas são as teleangiectasias, também chamadas de aranhas vasculares. Essas lesões podem ser consideradas microvarizes e são o primeiro estágio da insuficiência venosa.

8) Varizes podem melhorar espontaneamente sem tratamento?
Não costuma. O momento ideal para agir sobre os fatores de risco modificáveis, como uso de anticoncepcionais, ficar muitas horas em pé ou sentado e o tabagismo, é durante o estágio inicial da insuficiência venosa, ou seja, quando surgem as primeiras micro varizes.

Quando já existem grandes varizes visíveis, a tendência do quadro é sempre de piora se não houver tratamento adequado.

9) Quais são as complicações mais graves das varizes?
É sempre importante ter em mente que as varizes são sinais de uma doença chamada insuficiência venosa dos membros inferiores. As complicações surgem em decorrência do agravamento desta insuficiência. As mais graves são as ulcerações na pele e a trombose das veias dos membros inferiores.

10) Tenho varizes há anos e minhas pernas agora estão ficando escuras. O que isto significa?
O escurecimento da pele nas pernas é um sinal de insuficiência venosa crônica. Essa alteração da cor ocorre devido à estase prolongada do sangue nas veias das pernas, o que facilita o extravasamento dos pigmentos do sangue para a pele.

11) Qual é o melhor tratamento para varizes?
Depende do grau de doença. Casos discretos podem ser tratados apenas com alterações do hábito de vida e meias elásticas. Casos mais avançados precisam de intervenção médica. As mais usadas são a cirurgia a LASER, escleroterapia e cirurgia convencional.

12) Quando se destrói uma veia varicosa não estamos piorando o quadro, já que é menos uma veia para drenar o sangue?
É preciso notar que uma veia varicosa é uma veia doente que já não trabalha direito. Ela não faz falta nenhuma. Além disso, sempre que surge uma variz, as veias sadias naturalmente já começam a receber mais sangue. Essa sobrecarga de trabalho já acontece independentemente da veia varicosa ser retirada ou não.

13) Tenho varizes e em uma delas surgiu um calombo doloroso. Agora a veia está quente e avermelhada. O que pode ser isso?
Esse é um dos sinas de uma tromboflebite, ou seja, formação de um trombo (coágulo) dentro de uma das varizes. Esta complicação pode ocorrer quando há traumas ou quando se fica muito tempo parado na mesma posição, como em longas viagens de carro ou avião (leia: PROBLEMAS DE SAÚDE EM VIAGENS DE AVIÃO).

Quando a trombose ocorre um uma veia mais profunda, o quadro é mais grave devido ao risco de embolia pulmonar.

14) Tenho muitas varizes nas pernas e meu médico retirou minha veia safena. O que acontece se no futuro eu tiver um problema cardíaco e precisar de uma ponte de safena?
Não fará nenhuma falta, uma vez que a safena já era uma veia doente e nunca poderia ser aproveitada para o coração.

15) Medicamentos como pentoxifilina, escina, aspira e outros, ajudam no tratamento das varizes?
Sim, estas drogas podem ser usadas para o tratamento da insuficiência venosa. Porém, elas têm indicações específicas e só devem ser tomadas com orientação médica.